No dia 23 de julho de 2025, uma tragédia em Divinópolis (MG) escancarou um problema recorrente em ambientes domésticos e profissionais: o uso de produtos químicos sem orientação adequada. Alexandre Eustáquio Ribeiro, de 31 anos, morreu após inalar vapores tóxicos liberados pela combinação de cloro com vapor quente durante a limpeza do banheiro de sua casa.
Segundo relatos, Alexandre aplicou cloro nas paredes e no chão do banheiro e em seguida, ligou o chuveiro com água quente. A reação química entre o vapor e o produto liberou gases agressivos, como a cloramina, que provocaram uma crise respiratória grave. Mesmo após ser socorrido e transferido para o hospital, ele não resistiu.
O que isso revela?
Esse caso ilustra uma situação que acontece diariamente em hotéis, escolas, empresas e hospitais: colaboradores usam produtos de limpeza potentes sem entender suas reações, riscos ou limitações. O resultado pode ser intoxicação, acidentes e até mortes, como a de Alexandre.
A importância do treinamento técnico
Para evitar esse tipo de situação, é fundamental que os colaboradores recebam capacitação adequada. Um bom treinamento deve incluir:
- Leitura e interpretação de rótulos e fichas técnicas
- Orientações sobre misturas proibidas
- Uso correto de EPIs (luvas, máscaras, óculos)
- Ventilação adequada dos ambientes
- Procedimentos em caso de emergência
Além disso, é papel da liderança garantir que os produtos estejam registrados, com instruções claras e acessíveis e que os colaboradores tenham liberdade para tirar dúvidas e relatar inseguranças.
