Do uso de produtos à segurança: como recursos visuais podem reforçar boas práticas na operação
Na governança hoteleira, a equipe recebe informações de diferentes formas: durante o treinamento, nos procedimentos operacionais, nos POPs e também nas embalagens dos produtos utilizados.
A informação existe. Mas isso é suficiente?
Nem sempre.
A rotina da governança acontece em movimento, entre apartamentos, áreas comuns e diferentes tarefas. No momento da execução, o colaborador precisa tomar decisões com agilidade e segurança.
Nesse contexto, não basta a informação existir. Ela precisa estar disponível de uma forma prática, próxima da atividade que está sendo realizada.
Quando a informação está, mas não está à mão
Imagine uma camareira utilizando um produto de limpeza e surge uma dúvida sobre sua finalidade, superfície indicada ou diluição.
A informação pode estar no rótulo.
Também pode estar descrita no POP.
Mas, na prática, ela terá que interromper a tarefa, procurar o procedimento, deslocar-se até o DML ou buscar alguém da equipe para confirmar a orientação.
Em uma rotina dinâmica, isso pode significar perda de tempo e, dependendo da situação, favorecer o improviso.
Não se trata de falta de informação. Trata-se de aproximar a informação da execução.
Um exemplo simples: os produtos de limpeza
Nem sempre uma grande variedade de produtos significa uma higienização melhor.
Uma quantidade maior de opções também pode aumentar as dúvidas sobre qual produto utilizar, onde aplicar e como utilizá-lo.
A utilização de produtos com múltiplas aplicações pode contribuir para simplificar a rotina, desde que sejam adequados à finalidade e utilizados conforme as orientações do fabricante.
Mas mesmo quando o produto correto está disponível, ainda existe outro desafio: seguir corretamente as orientações de uso.
A pressa, a falta de orientação ativa ou de supervisão podem contribuir para que informações importantes sejam ignoradas durante o manuseio.
Por isso, recursos visuais próximos ao ponto de uso podem ser aliados da operação.
Etiquetas e avisos que ajudam na rotina
Uma identificação no próprio recipiente pode trazer, de forma objetiva, informações como:
Para que serve?
Onde usar?
Como utilizar?
Qual a dosagem ou diluição, quando aplicável?
A proposta não é substituir o rótulo, o POP, o treinamento ou as orientações do fabricante.
É reduzir a distância entre a informação e a ação.
A equipe não precisa interromper a rotina toda vez que tiver que relembrar uma orientação básica.
Comunicação visual também pode apoiar a padronização
Essa lógica pode ser aplicada a outras situações da governança.
Placas podem reforçar orientações de segurança.
Etiquetas podem facilitar a identificação de materiais.
Avisos podem orientar o armazenamento.
Sinalizações podem ajudar a indicar áreas ou situações que exigem atenção.
O objetivo não é colocar informação em todo lugar.
É identificar quais informações precisam estar visíveis no momento em que uma decisão é tomada.
O papel da comunicação visual
Uma comunicação visual bem pensada precisa ser simples, objetiva e adequada à realidade da operação.
Antes de criar uma etiqueta, placa ou aviso, vale fazer uma pergunta:
Qual informação a equipe precisa ter à mão para executar essa tarefa corretamente?
A resposta ajuda a definir o que deve ser sinalizado e onde essa informação realmente fará sentido.
Treinamento orienta.
POP padroniza.
Supervisão acompanha.
Comunicação visual reforça.
Na governança, não precisamos necessariamente de mais informação.
Precisamos, muitas vezes, da informação certa mais perto de quem precisa utilizá-la.
E uma etiqueta ou um cartaz no lugar certo podem fazer mais pela rotina do que uma orientação distante do momento da execução.
Comunicação visual também é ferramenta de gestão e de padronização da operação.
