Auditoria de Fornecedores: O Custo-Benefício Vai Muito Além do Preço

Em tempos de pressão por redução de custos, é comum que empresas busquem alternativas mais baratas para manter a competitividade, mas será que o menor preço realmente representa economia?

Recentemente, vivenciei uma situação que mostra como decisões baseadas apenas no valor podem gerar prejuízos silenciosos e perigosos. “Quando o preço engana”

Após homologar um fornecedor para atender determinada região, tudo caminhava bem. Atendimento correto, insumos entregues conforme o esperado. Até que, por exigência do cliente, fomos obrigados a trocar o fornecedor por outro que oferecia um custo mais baixo.

O novo fornecedor trabalhava com uma marca mais barata e isso parecia resolver o problema orçamentário. Mas com o passar dos meses, os insumos começaram a faltar. Revisamos planilhas, consumo, demanda e até relatórios operacionais. Nada justificava o descompasso. Nada revelou o problema!

Então, resolvemos medir fisicamente os produtos. O resultado foi chocante:

  • O rolo de papel higiênico que deveria ter 300 metros tinha apenas 222 metros.
  • O fardo de papel interfolhado que deveria ter 1000 folhas, continha em média, 800 metros.

Multiplicando isso por dezenas de fardos mensais, percebemos um prejuízo silencioso que comprometeu a margem de lucro do cliente.

Fica o alerta:

Auditar um fornecedor vai muito além de conferir notas fiscais ou preços unitários. É preciso estar atento a:

  • Conformidade técnica dos produtos
  • Transparência nas especificações
  • Integridade na entrega
  • Impacto operacional do insumo